Eco Quando eu nasci um anjo roqueiroDesses que balançam o esqueletoCantarolou do lado esquerdoUm som que eu nunca esqueci Anderson Ribeiro
Autor: Anderson Ribeiro
Grossa Gente Fina
Grossa Gente Fina Gente que diz que vemMas o medo é maiorGente que é bonita por foraMas por dentro é pior Gente que diz que queriaMas espera o diaGente que se esconde da genteSó por covardia Gente que escreve saudadeNa satisfaçãoGente que mente respeitoNa explicação Gente que paga de heróiEm rede socialGente que diz tamujuntuPra…
História
História Fiz faculdade de tecnologiaSem saber pra onde iaPara cada zero tinha umQue não batiaNão com binárioNão se entendiaUm era sorteZero utopia Anderson Ribeiro
Esse Cara Velho
Esse Cara Velho O que você diz não contaE o que não me conta faz faltaSobram entrelinhasOnde está o todo? Quando você reclamavaDa distância analógica das cartasNão imaginavaA insobrevivível solidão digital O Desimbrolhimento é confusoArde nas impermanências Porque poesia se faz com linhas Que cloud’s beggars não sabem existir Anderson Ribeiro
Parir Pra Rir
Parir Pra Rir Não quero mais que você cumpra o prazo Não espero mais que venha ou vá Não aflijo mais que ouça ou que aceite Tenho brio de alma encantada A gente devia viver até morrer Porque não viver mata ou faz chorar E todo homem chora Menos os covardes… em público Em tempos…
Poema Pão-com-ovo
Poema Pão-com-ovo Às vezes a verdade é só uma mentira sensualE o perfeito são rasuras passadas a limpoRetrato assim minha mania de perder o fio da meadaPulsando um eu em queda livre ou arremetido ao espaçoFoi esta mania que escreveu este poema pão-com-ovoQue você já leu em outro lugar e nem ligouSó para dizer que…
Le vec omo oeter
Le vec omo oeter To do poem at emse up esom asSej aem quei dio maforEdoq uef orfe itoHav end oam orEl ef lui Anderson Ribeiro
1986
1986 A gente espera o momento certoDe viver a vida em primeira pessoaComo fazer buracos de bola de gudeOu correr atrás de estrela cadente E a gente escreve um poema-caminhoCom todo mundo olhando para o mesmo lugarEm que a razão não era então o medo de deixar de existirQuando a vida era mais que ouvir…
Do Crepúsculo À Aurora
Do Crepúsculo À Aurora Tomar o mundoComo fosse pílulaAntes da Idade MédiaQue já é no próximo verão Declamar a sorteComo fosse súmulaDo verso arcaicoQue dirão Que das terras dos pulhas e pretextos à SincerilândiaO canto onde qualquer gigante é menorQue um pequeno sonho meuFica entre Atitude e Pedir Perdão É onde o louco que se…
Queixo No Ombro
Queixo no Ombro Uns que se importamUns que nãoUns que suportamUns com aversãoAlém dos que fingemUm ou outroEm vão Anderson Ribeiro