Poema Em Terceira Pessoa

Poema Em Terceira Pessoa Eu falo de alguém que não se encontraÉ um poema das incertezasUma casa dos contosUm ensaio muito mortoDe onde se ouvem lágrimas aos cântarosE você presenteTão sua faceTão pereneSem estarEu espelho distorcidoEm retóricas improdutivasSomas que se perdemCantos que se estendemSem rimas ou encontros perpendicularesSe não dividimosNão somosSe não somamosQuem somos? Anderson…

Poema Faltando Um Só

Poema Faltando Um Só Desvirtude é quando tudo gira em torno do que não se moveÉ o mundo que se compra com um cheque sem fundosE dele a regra finita é a liberdadeVocê tem culpa de quê?Pergunto por conta da alegria de mote crepuscularCom pseudo-atitudes de heliotropismoLampejos de distorções indesejáveisVocê não precisa ouvir essa músicaEntão…

Conto de Terror Para Adultos

Conto de Terror Para Adultos Era uma vez uma criança que adulteceu e não pôde viver feliz para sempre. Anderson Ribeiro

Sonhos de Gaveta

Sonhos de Gaveta Guardei meus sonhos na gavetaLancei tranca reforçadaE previ chaves perdidasPara quando o amanhã for ontem Quantas canções eu fiz não seiMas já perdi poemas para a coesãoCom rimas de abundante sentido E fôlego de susto Todas lá bem guardadas agoraCom rangidos de dentesBruxismo de batatas assandoE ausente tesão Eram pois chama miúdaNão…

Sobre Saber

Sobre Saber Tantas palavras que não cabem maisNo meu passado que um dia tereiForam trocadas por falar demaisDe outro passado que eu não planejei Tenho chorado como quem quer maisAchar a chave do meu mundo, talvezDeixar recado pra quem vir atrásQue a gente está do mesmo ladoE é preciso ver e rever Que foram todas…

Limbo

Limbo Não ouço ecosHoje minhas palavras se perdemSem reverberaçãoNada as resvalaAs ditasAs não ditasAs futurasE as feridasOutrora outro soproEu assim meio sementeVisso de broto intermitenteFlor e espinho em mesmo taloMeio Frida” e meio caloNão mais temo a morteA vida é que me mataSofro pelas articulaçõesAs minhasE as que nunca tiveVoltaram-se contra mimDevem também estar certasNão…

Louva à Deus

Louva à Deus A gente tem muito pluralNão cabem eles em tão pequena singularidadeMas vou ali copiar uns neologismos de alguémÉ que já não me basto Cancelem as viagens ao espaçoHá universos inexplorados em nósOnde a melodia é solQue ilumina viagens em si Minha unidade engravidouAgora os sou, os pluraisQue me odeiem pelos outdoorsOu me…

História

História Fiz faculdade de tecnologiaSem saber pra onde iaPara cada zero tinha umQue não batiaNão com binárioNão se entendiaUm era sorteZero utopia Anderson Ribeiro

Esse Cara Velho

Esse Cara Velho O que você diz não contaE o que não me conta faz faltaSobram entrelinhasOnde está o todo? Quando você reclamavaDa distância analógica das cartasNão imaginavaA insobrevivível solidão digital O Desimbrolhimento é confusoArde nas impermanências Porque poesia se faz com linhas Que cloud’s beggars não sabem existir Anderson Ribeiro

Assassinado Pelo Autor

Assassinado Pelo Autor Era no desjejum beber pétalas E florir poemas pelo dia E mesmo quando comer não podia Vivia de si sem metas Era inteiro por ter companhia E de tão uno se dividia E de tanto criar Era cria Fora terceira constante Viu ser primeira distante Desfez os nós delirante Então assumi hesitante…