Today

Today Todos os dias os sol toma coragem e tentaNuns não arde e procrastina os lourosMas certo é que nenhuma nuvem tem tanto fôlegoMais tarde o verãoMultidões misantrópicas pedem passagemVezes com máscaras de super heróisTrazem o chute que o embuste enrusteAcometido pelas modernidades de antigamentePor isso pergunto em que tempo você estáPois o tempo de…

Para Quem Não Me Viu cantar

Para Quem Não Me Viu Cantar Pra quem não me viu cantarNão sabe da voz a razãoEu trago um retrato dos dias bonsPra quem não me viu sorrirLá me esparramei em incontáveis eusSó pela certeza de nada saber Pra quem não me viu quererDesatina em meu caso imperfeitoEu turvo os sentidos dos dias bonsPra quem…

Supersônico

Supersônico Aqui faço um diárioUm resumo para um outro euNão é segredo, você pode lerMas apesar das citaçõesNão estou falando para vocêTalvez traga ditos com aspas cruéis e magrasOu reticências famintasQue encerrem qualquer fimPosso falar do ritual de soltar o cabeloE de cada fio cantar uma notaOu da escalada de coresQue está em ouvir um…

Solitude Ponto Com

Solitude Ponto Com Vazio é quando nunca se tem com quem tomar um café (pode ser cerveja)Quando nunca se tem com quem cravar pensamentosOu quando a música não é motivoÉ quando a infância é só passadoQuando este nunca é sempre o sempreE o às vezes nunca acontece Você está sozinho quando o sorriso tem preçoQuando…

Arremedo de Dor

Arremedo de Dor Uns bilhões para Notre-DameOutros morrem de fome Anderson Ribeiro

Nem Toda Lagarta Morre Borboleta

Nem Toda Lagarta Morre Borboleta Há lagartas que nascem borboletaPorque nem todo rito é um casuloNem toda lagarta morre borboletaPorque nem todo destino tem futuroNem toda autofagia é autoralO poema da borboleta é a vontadeToda lagarta deveria morrer borboleta Anderson Ribeiro

Orquestra de Gente Doida

Orquestra de Gente Doida Uns piamUns miamUns ciamUns iamUns criamUns liamUns riamUns chiamUns que vi, viamOu viam Anderson Ribeiro

Analógico 0101

Analógico 0101 Poucas palavrasMuito sentidoE sua cobrança veladaMata minha paz amada É que somos pequenosEu menor aindaE cada vez queMe esqueço dissoDiminuo A oferta é vastaO crivo falhoE o deslumbramento do terÉ o empobrecimento do ser A tecnologia é leveMas a pena é pesadaO futuro retrocedeNão obstanteO passado urge Anderson Ribeiro

O Que Torna

O Que Torna As palavras se perderam Quando jogaram poesia Na fonte das ironias O riso se fez arena E as lágrimas acodem agora qualquer teatro O amor soa como a lauda de alforria Que liberta de não ter que ser O que era exorciza o que nunca se fez Se deveras sente O poeta…

Nenhuma Gaiola

Nenhuma Gaiola LiberdadeÉ ter asasE não ter bússola Anderson Ribeiro