Poema Em Terceira Pessoa

Poema Em Terceira Pessoa Eu falo de alguém que não se encontraÉ um poema das incertezasUma casa dos contosUm ensaio muito mortoDe onde se ouvem lágrimas aos cântarosE você presenteTão sua faceTão pereneSem estarEu espelho distorcidoEm retóricas improdutivasSomas que se perdemCantos que se estendemSem rimas ou encontros perpendicularesSe não dividimosNão somosSe não somamosQuem somos? Anderson…

Sonhos de Gaveta

Sonhos de Gaveta Guardei meus sonhos na gavetaLancei tranca reforçadaE previ chaves perdidasPara quando o amanhã for ontem Quantas canções eu fiz não seiMas já perdi poemas para a coesãoCom rimas de abundante sentido E fôlego de susto Todas lá bem guardadas agoraCom rangidos de dentesBruxismo de batatas assandoE ausente tesão Eram pois chama miúdaNão…

Louva à Deus

Louva à Deus A gente tem muito pluralNão cabem eles em tão pequena singularidadeMas vou ali copiar uns neologismos de alguémÉ que já não me basto Cancelem as viagens ao espaçoHá universos inexplorados em nósOnde a melodia é solQue ilumina viagens em si Minha unidade engravidouAgora os sou, os pluraisQue me odeiem pelos outdoorsOu me…

Esse Cara Velho

Esse Cara Velho O que você diz não contaE o que não me conta faz faltaSobram entrelinhasOnde está o todo? Quando você reclamavaDa distância analógica das cartasNão imaginavaA insobrevivível solidão digital O Desimbrolhimento é confusoArde nas impermanências Porque poesia se faz com linhas Que cloud’s beggars não sabem existir Anderson Ribeiro

Parir Pra Rir

Parir Pra Rir Não quero mais que você cumpra o prazo Não espero mais que venha ou vá Não aflijo mais que ouça ou que aceite Tenho brio de alma encantada A gente devia viver até morrer Porque não viver mata ou faz chorar E todo homem chora Menos os covardes… em público Em tempos…

Le vec omo oeter

Le vec omo oeter To do poem at emse up esom asSej aem quei dio maforEdoq uef orfe itoHav end oam orEl ef lui Anderson Ribeiro

1986

1986 A gente espera o momento certoDe viver a vida em primeira pessoaComo fazer buracos de bola de gudeOu correr atrás de estrela cadente E a gente escreve um poema-caminhoCom todo mundo olhando para o mesmo lugarEm que a razão não era então o medo de deixar de existirQuando a vida era mais que ouvir…

Do Crepúsculo À Aurora

Do Crepúsculo À Aurora Tomar o mundoComo fosse pílulaAntes da Idade MédiaQue já é no próximo verão Declamar a sorteComo fosse súmulaDo verso arcaicoQue dirão Que das terras dos pulhas e pretextos à SincerilândiaO canto onde qualquer gigante é menorQue um pequeno sonho meuFica entre Atitude e Pedir Perdão É onde o louco que se…

Queixo No Ombro

Queixo no Ombro Uns que se importamUns que nãoUns que suportamUns com aversãoAlém dos que fingemUm ou outroEm vão Anderson Ribeiro

Today

Today Todos os dias os sol toma coragem e tentaNuns não arde e procrastina os lourosMas certo é que nenhuma nuvem tem tanto fôlegoMais tarde o verãoMultidões misantrópicas pedem passagemVezes com máscaras de super heróisTrazem o chute que o embuste enrusteAcometido pelas modernidades de antigamentePor isso pergunto em que tempo você estáPois o tempo de…