Capela Dos Sons

Capela dos Sons Uma voz segue a cantarSem saber de onde vemA vontade que alimentaEsse som que só faz bem Voz que canta aquece a almaSabe os tons e a direçãoDas pegadas que caminhamJuntos aos passos da canção Rimas roucas, frases loucasNo sentido da oraçãoMas diz tudo em notas poucasAos que escutam a canção Rimam…

Lírica Fronte

Lírica Fronte Escrevo em nuvensE denoto conotatividadeSão pequenas hipérbolesSem reclames vocativos Desembrulho analogias paradoxaisCalejadas de neologismosCom a personificação da ironiaQue cabe solene em metáforas sujas Cada palavra é uma labutaLáudano é o sorriso bomSomando pequenas pazesVencemos enormes guerras Anderson Ribeiro

Todos os Ícaros que um dia fui

Todos os Ícaros que um dia fui Todos os gritos escrevem com meu suorOs crassos erros que eu cometiDa cela escura do meu olharVejo o desenho que eu refleti De tantos ritos que eu fiz seguirPoucos serviram meu caminharA cera oculta meu dom de ouvirE me proibe do sol tocar Mas algum dia ainda escrevo…

Ruído Guia

Ruído Guia O tempo espera e rege a nota pra acontecerO acorde exala o som que grita e te faz sonharO pulso rima distorções com estremecerE então mistura alma e corpo num só lugar E eu acabei encontrando um caminhoDe divertidas pedras que fazem rolarA multidão não te deixa sozinhoUma guitarra assim não te abandona…

Meu poema “Dia do Abraço” na interpretação de Lázaro Ramos

Meu poema “Dia do Abraço” na interpretação de Lázaro Ramos   Meu poema “Dia do Abraço” sendo interpretado pelo ator Lázaro Ramos na live “Nordeste Pela Vida”, uma iniciativa importantíssima do @projmandacaru que arrecada fundos para as vitimas do covid-19 naquela região. Dia do Abraço Quando ele vemÉ nó apertadoTipo sanduícheCom molho de sorrisos Quando…

Dia do abraço

Dia do Abraço Quando ele vemÉ nó apertadoTipo sanduícheCom molho de sorrisos Quando nãoÉ nó tipo arranhãoFere gargantaFaz afônica a sílaba Que vírus é esseQue suspende os abraços?Que expõe nossos laçosNos deixa em pedaços Dinheiro não compraStatus não serveQue vírus é esseQue valor não tem preço? Mas vejo o bom desse espaçoMuito mais do que…

Poema Em Terceira Pessoa

Poema Em Terceira Pessoa Eu falo de alguém que não se encontraÉ um poema das incertezasUma casa dos contosUm ensaio muito mortoDe onde se ouvem lágrimas aos cântarosE você presenteTão sua faceTão pereneSem estarEu espelho distorcidoEm retóricas improdutivasSomas que se perdemCantos que se estendemSem rimas ou encontros perpendicularesSe não dividimosNão somosSe não somamosQuem somos? Anderson…

Sonhos de Gaveta

Sonhos de Gaveta Guardei meus sonhos na gavetaLancei tranca reforçadaE previ chaves perdidasPara quando o amanhã for ontem Quantas canções eu fiz não seiMas já perdi poemas para a coesãoCom rimas de abundante sentido E fôlego de susto Todas lá bem guardadas agoraCom rangidos de dentesBruxismo de batatas assandoE ausente tesão Eram pois chama miúdaNão…

Louva à Deus

Louva à Deus A gente tem muito pluralNão cabem eles em tão pequena singularidadeMas vou ali copiar uns neologismos de alguémÉ que já não me basto Cancelem as viagens ao espaçoHá universos inexplorados em nósOnde a melodia é solQue ilumina viagens em si Minha unidade engravidouAgora os sou, os pluraisQue me odeiem pelos outdoorsOu me…

Esse Cara Velho

Esse Cara Velho O que você diz não contaE o que não me conta faz faltaSobram entrelinhasOnde está o todo? Quando você reclamavaDa distância analógica das cartasNão imaginavaA insobrevivível solidão digital O Desimbrolhimento é confusoArde nas impermanências Porque poesia se faz com linhas Que cloud’s beggars não sabem existir Anderson Ribeiro