Poema Pão-com-ovo

Poema Pão-com-ovo

Às vezes uma verdade é só uma mentira sensual
E o perfeito são rasuras passadas a limpo
Retrato assim minha mania de perder o fio da meada
Pulsando um eu em queda livre ou arremetido ao espaço
Foi esta mania que escreveu este poema pão-com-ovo
Que você já leu em outro lugar e nem ligou
Só para dizer que era tudo meu:
O deserto e as miragens que eu perseguia
Nelas o mais importante pra mim
Era o que eu acreditava ser
Mais importante pra quem não era eu
Porque o outro está por vir
E vale dele apreender a prenda do saber
O saber inibe a honestidade que vem pela legalização da ilicitude
Aquela mesma que combina bem com o protagonismo dos silentes
Pois não basta saber com quantas aliterações o vento fala seu nome
Há que se sussurrar os sonhos e saciar o gozo
Cuidando para que o grito caiba em si
E te faça miniatura de gigante
Aquele mesmo grito retumba
Se o ouvimos incrédulos quando o mundo é só nosso
Por isso vale acreditar em outros mundos
Pois é de onde podem vir os meteoros
Enquanto eles não vem
Um pouco de empatia apazígua
Não sei ao certo as instruções mas
Fora da garrafa do gênio está escrito:
Drink me!

Anderson Ribeiro

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