Plano B

Plano B E dos que em tudo não sou grandes coisasNão me aproximo maisOs quero distantesE distantes os vejo do tamanho que sãoO horizonte amplia a visãoNão serei lembrado por meus prodígios Ou pela genteboísseQue seja então pelos amores que tive e quis terQue vontade! Anderson Ribeiro

Paralelocentrismo

Paralelocentrismo O levante é de todosMaioria deitadaE eu aqui entorpecido de realidadesUmas falsasOutras de brincadeirinhaQue loucura! Anderson Ribeiro

Eco

Eco Quando eu nasci um anjo roqueiroDesses que balançam o esqueletoCantarolou do lado esquerdoUm som que eu nunca esqueci Anderson Ribeiro

Grossa Gente Fina

Grossa Gente Fina Gente que diz que vemMas o medo é maiorGente que é bonita por foraMas por dentro é pior Gente que diz que queriaMas espera o diaGente que se esconde da genteSó por covardia Gente que escreve saudadeNa satisfaçãoGente que mente respeitoNa explicação Gente que paga de heróiEm rede socialGente que diz tamujuntuPra…

História

História Fiz faculdade de tecnologiaSem saber pra onde iaPara cada zero tinha umQue não batiaNão com binárioNão se entendiaUm era sorteZero utopia Anderson Ribeiro

Esse Cara Velho

Esse Cara Velho O que você diz não contaE o que não me conta faz faltaSobram entrelinhasOnde está o todo? Quando você reclamavaDa distância analógica das cartasNão imaginavaA insobrevivível solidão digital O Desimbrolhimento é confusoArde nas impermanências Porque poesia se faz com linhas Que cloud’s beggars não sabem existir Anderson Ribeiro

Parir Pra Rir

Parir Pra Rir Não quero mais que você cumpra o prazo Não espero mais que venha ou vá Não aflijo mais que ouça ou que aceite Tenho brio de alma encantada A gente devia viver até morrer Porque não viver mata ou faz chorar E todo homem chora Menos os covardes… em público Em tempos…

Poema Pão-com-ovo

Poema Pão-com-ovo Às vezes uma verdade é só uma mentira sensualE o perfeito são rasuras passadas a limpoRetrato assim minha mania de perder o fio da meadaPulsando um eu em queda livre ou arremetido ao espaçoFoi esta mania que escreveu este poema pão-com-ovoQue você já leu em outro lugar e nem ligouSó para dizer que…

Le vec omo oeter

Le vec omo oeter To do poem at emse up esom asSej aem quei dio maforEdoq uef orfe itoHav end oam orEl ef lui Anderson Ribeiro

1986

1986 A gente espera o momento certoDe viver a vida em primeira pessoaComo fazer buracos de bola de gudeOu correr atrás de estrela cadente E a gente escreve um poema-caminhoCom todo mundo olhando para o mesmo lugarEm que a razão não era então o medo de deixar de existirQuando a vida era mais que ouvir…