Gozado

Gozado Deu-me então os olhos. E o sexo lacustre de Vontade do meu. Foi translúcida na boca em Que se desvelou seu corpo, E fomos um. Anderson Ribeiro

Pipocas

Pipocas O homem calaE a vida lhe sorri.Não há mais tempo para as brincadeiras infantis.À labuta do corpo lhe bastaram as últimas forças.Vieram cortejar os amigos.O último passeioRumo ao último destino.Carregam-no nos braços os amigos.Calado, dizendo a cada um em tom bravio.Palpitando em suas mentesUma virginal clareza,Explodindo em seus sentidosComo pipoca doce.Entregando-lhes um sorrisoEm sua…

Os Flashs de Anderson Ribeiro

Os Flashs de Anderson Ribeiro Por Vinícius Fernandes Cardoso  Interessante no livro Algozes (1999), do contagense Anderson Ribeiro, é o texto de abertura “Viver, ou viver?”: “Este livro é, na verdade, uma ridícula carta de amor (…)” “É também uma crítica libertária, uma vontade, através da poesia (em todas as suas formas de manifestação) de…

Bigode Branco

Bigode Branco Velho senhor, sem nada. E o nobre doutor, nada… Por enquanto. Anderson Ribeiro Poema que conversa com o do colega Zino Mendes, que começou a prosa(?) assim: Por um fio de bigode. Velho senado, senhor. Triste cena, dor…

Arte de Merda

Arte de Merda Pão é poesia? Farinha de trigo, fermento, ovos… tem que ter quem saiba fazer mas, o padeiro é um poeta? Se fosse só misturar tudo e assar seria fácil. Infelizmente (ou felizmente) nem tudo se resolve com um liquidificar e um forno. À homogeneidade e ao calor há de se juntar o…

Discurso

Discurso Não sei escrever poemas curtos Mas eu tento. Anderson Ribeiro

Anárquico

Anárquico Os melhores versos que conheço foram feitos sem régua. Anderson Ribeiro

Panfletário – Entrevista Virtual com Anderson Ribeiro

CONTAGEM_ JANEIRO/2004 ENTREVISTA VIRTUAL COM ANDERSON RIBEIRO DA RUA DAS ACÁCIAS o autor de Algozes concedeu entrevista via e-mail ao panfletário cujo QG encontra-se avizinhado à rua Mulungu, no bairro Cidade Jardim Eldorado, localidade que terá um Parque Ecológico à rua das Paineiras, onde reside o poeta das essências Kennedy Cândido. Sem negar as sombras…

Cada macaco no seu galho clonado

Cada macaco no seu galho clonado É notório o fato do homem, diferentemente dos outros animais desprovidos de pensamento racional, ser capaz de produzir meios tecnológicos específicos para cada aplicação visando o uso coletivo. O fato é que, na generalização das necessidades, desfaz-se então, o homem, da individualidade inerente e específica de cada ser. O…