Pérolas

Pérolas A pasárgada do Bandeira A pedra do Drummond O cu da Adélia O ridículo do Pessoa O anarquismo do Roberto O caminho do Mário O efêmero do Vinícius O canto da Cecília A construção do Chico Os olhos A vontade A certeza?! E os poetas de mãos mudas? Aqueles, perpetuam-nos falantes. Anderson Ribeiro

Basicamente Morto

Basicamente Morto O sono é apressado. Não dá tempo para espreguiçar-se porque, além do choro do herdeiro, já deu hora de vender o dia para pagar a noite. O homem acorda para o trabalho desacordado da própria vida acerca dele: é impossível ler Machado com o cabo do machado na mão. Então, labuta. Lê-se assim…

Carne Poética

Carne Poética Num piscar de olhos Começa uma nova manhã E ainda que as pérolas Tenham as cores do arco-íris Cá estou Procurando a que falta para irisar meu dia. Sempre faço declarações de amor efêmero Para sempre recomeçar. Sou o presente E você… deixa para depois. Não te peço que vá, senão que fique…

Isso!

Isso! Contorno sílabas em busca de umaUma são duasJá é mais.Mais não serveUltrapassaDerrama.Com isso, tornoBusco outraOu travo.Vou devagarCuidadoso.Silabada, essa labuta.Busco sim,Não acho.Acho sílabasNão acho uma.Uma ultrapassaNão serve.Serve nãoServe.Serve sim. Anderson Ribeiro20/05/2009

MSCDE

MSCDE – Carta para você! Era um envelope branco, 1/2 ofício, escrito “Justiça Eleitoral de Minas Gerais” em negrito. – Você foi premiado: “Ganhou” o dever de trabalhar pros outros de graça nestas eleições – disse minha irmã com um rizinho debochado de quem já passou várias vezes pela mesma situação. Sem abrir o envelope…

Problematização

Problematização São Sonoros os sonhos surreais: Sopros e solfejos e catarro. Síntese da substância Subproduto Suave ou suado Sôfrego ou sossegado Sintomático, sem sentir. Sombras avulsas Sonhos convulsos Subir para o sul Sem norte Sem sentido Sem saber Esses sentires Soberbos e Suas sempre obsolescências. Esses somentes Suas sementes Seus segredos Sem mais Esses só….

Máquina do Tempo

Máquina do Tempo Penso no tempo do qual desapercebo em seu instante e dou conta do haver de domá-lo. Não Mensurar horas, contabilizar dias (ou segundos), mas saber, sem saber, não perder tempo. Tangente no corpo, na alma, o prazer. Sou eu, do meu tempo, o senhor, pois o corpo acompanha o tempo do sorriso…

Caráter

Caráter Não tenho palavra: Meu querer não está pronto. Anderson Ribeiro 17/06/2007

Alice

Alice Quem ali se preocupava? Quem ali se encantava? Quem ali se encontrava? Quem ali se deslumbrava? Quem ali se arrependia? Quem ali se escondia? Quem ali se desmanchava? Quem ali se perpetuava? Quem ali se corrompia? Quem ali se contorcia? Quem ali se distorcia? Quem ali se agigantava? Quem ali se apequenava? Quem ali…

A Cena Rock da Contagem das Abóboras

A Cena Rock da Contagem das Abóboras Matéria do jornal Folha de Contagem feita pelo Victor Machado sobre a cena rock da cidade da qual eu tive enorme orgulho de participar.  Acesse este link para ler a matéria completa! Também saiba mais sobre a Conexão Contagem Alternativa e a cena rockeira da cidade.