Fôlego

Fôlego Das guerras que eu venciNão tive pazDas cinzas que eu surgiNão olhei pra trás Você sempre sabe o meu fracoVocê me tem em suas mãosVocê sabe sempre o que eu perco:FôlegoMe traga outra xícara de perdão Mas o seu enfoque é bélicoAlguém que mata por prazerDisse: muda seu ar tão céticoDissimula seu querer Sabe,…

Arranjo

Arranjo Vejo você me comparando àqueles ledos frios dias idos de carnaval Era pra mim o arranjo certo e a amarga dose que eu bebia entre o breu e o sol Os olhos que eu usava eram tão cegos mas eu lia suas frases rabiscadas em mim Eu trago e trago o gosto da cicuta…

Canção do Empoderamento

Canção do Empoderamento Dia desse me disse um outro Não é impossível, só inacreditável A ração do homem é o caminho A razão da sina é o espelho Cabe dá-lo a quem de direito O cabedal de quem te fere e forja A facilidade da complexificação O sangue que quente fere O dedo dado em…

Entre Pteranodontes e Insetos

Entre Pteranodontes e Insetos Quando chegar a minha vez eu serei vento E vou dividir o infinito em pequenos eternos Vou prestar contas de retalhos do passado Vou protestar, à máxima anuência de meus calos, o direito de tê-los Deles, o fiel da balança, é um beijo que dura um conto de fadas A história…

Errata

Errata A gente nascemos A gente observamos A gente aprendemos A gente imitamos A gente crescemos A gente sonhamos A gente queremos Mas a gente deixamos A gente esquecemos Que a gente pensamos A gente morremos A gente lembramos Que a gente pensamos Só então nós vivemos Anderson Ribeiro

Homem

Homem Antes Errante Procura Distante Aprende Plantar Cultiva Mandar Domina Se perde Se vende Se mede Entende: Recomeçar Anderson Ribeiro

Na Masmorra

Na Masmorra Cartas sob paredes sob o sol Na mesa sob as cartas A lua eu não vejo Nem mesmo a luz do sol que me foge Jogo cartas sobre a mesa E me jogo também Inerte sobre a mesa Ao céu Sem véu Sem vida Na masmorra. Anderson Ribeiro

Os Flashs de Anderson Ribeiro

Os Flashs de Anderson Ribeiro Por Vinícius Fernandes Cardoso  Interessante no livro Algozes (1999), do contagense Anderson Ribeiro, é o texto de abertura “Viver, ou viver?”: “Este livro é, na verdade, uma ridícula carta de amor (…)” “É também uma crítica libertária, uma vontade, através da poesia (em todas as suas formas de manifestação) de…

Panfletário – Entrevista Virtual com Anderson Ribeiro

CONTAGEM_ JANEIRO/2004 ENTREVISTA VIRTUAL COM ANDERSON RIBEIRO DA RUA DAS ACÁCIAS o autor de Algozes concedeu entrevista via e-mail ao panfletário cujo QG encontra-se avizinhado à rua Mulungu, no bairro Cidade Jardim Eldorado, localidade que terá um Parque Ecológico à rua das Paineiras, onde reside o poeta das essências Kennedy Cândido. Sem negar as sombras…

Carne Poética

Carne Poética Num piscar de olhos Começa uma nova manhã E ainda que as pérolas Tenham as cores do arco-íris Cá estou Procurando a que falta para irisar meu dia. Sempre faço declarações de amor efêmero Para sempre recomeçar. Sou o presente E você… deixa para depois. Não te peço que vá, senão que fique…