Todos os Ícaros que um dia fui

Todos os Ícaros que um dia fui

Todos os gritos escrevem com meu suor
Os crassos erros que eu cometi
Da cela escura do meu olhar
Vejo o desenho que eu refleti

De tantos ritos que eu fiz seguir
Poucos serviram meu caminhar
A cera oculta meu dom de ouvir
E me proibe do sol tocar

Mas algum dia ainda escrevo uma canção de amor
Algum rabisco onde eu possa estar
Todos os dias sem pedir perdão
Por meu desejo de poder voar

Ainda escrevo uma canção sem dor
Um recomeço de estar em mim
Todas as noites quando eu dormir
Lembrar dos passos por onde vim

Anderson Ribeiro

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