Arte de Merda

Arte de Merda Pão é poesia? Farinha de trigo, fermento, ovos… tem que ter quem saiba fazer mas, o padeiro é um poeta? Se fosse só misturar tudo e assar seria fácil. Infelizmente (ou felizmente) nem tudo se resolve com um liquidificar e um forno. À homogeneidade e ao calor há de se juntar o…

Discurso

Discurso Não sei escrever poemas curtos Mas eu tento. Anderson Ribeiro

Anárquico

Anárquico Os melhores versos que conheço foram feitos sem régua. Anderson Ribeiro

Panfletário – Entrevista Virtual com Anderson Ribeiro

CONTAGEM_ JANEIRO/2004 ENTREVISTA VIRTUAL COM ANDERSON RIBEIRO DA RUA DAS ACÁCIAS o autor de Algozes concedeu entrevista via e-mail ao panfletário cujo QG encontra-se avizinhado à rua Mulungu, no bairro Cidade Jardim Eldorado, localidade que terá um Parque Ecológico à rua das Paineiras, onde reside o poeta das essências Kennedy Cândido. Sem negar as sombras…

Cada macaco no seu galho clonado

Cada macaco no seu galho clonado É notório o fato do homem, diferentemente dos outros animais desprovidos de pensamento racional, ser capaz de produzir meios tecnológicos específicos para cada aplicação visando o uso coletivo. O fato é que, na generalização das necessidades, desfaz-se então, o homem, da individualidade inerente e específica de cada ser. O…

Pérolas

Pérolas A pasárgada do Bandeira A pedra do Drummond O cu da Adélia O ridículo do Pessoa O anarquismo do Roberto O caminho do Mário O efêmero do Vinícius O canto da Cecília A construção do Chico Os olhos A vontade A certeza?! E os poetas de mãos mudas? Aqueles, perpetuam-nos falantes. Anderson Ribeiro

Basicamente Morto

Basicamente Morto O sono é apressado. Não dá tempo para espreguiçar-se porque, além do choro do herdeiro, já deu hora de vender o dia para pagar a noite. O homem acorda para o trabalho desacordado da própria vida acerca dele: é impossível ler Machado com o cabo do machado na mão. Então, labuta. Lê-se assim…

Carne Poética

Carne Poética Num piscar de olhos Começa uma nova manhã E ainda que as pérolas Tenham as cores do arco-íris Cá estou Procurando a que falta para irisar meu dia. Sempre faço declarações de amor efêmero Para sempre recomeçar. Sou o presente E você… deixa para depois. Não te peço que vá, senão que fique…

Isso!

Isso! Contorno sílabas em busca de umaUma são duasJá é mais.Mais não serveUltrapassaDerrama.Com isso, tornoBusco outraOu travo.Vou devagarCuidadoso.Silabada, essa labuta.Busco sim,Não acho.Acho sílabasNão acho uma.Uma ultrapassaNão serve.Serve nãoServe.Serve sim. Anderson Ribeiro20/05/2009