Poema Flor-Da-Vida (Ou Da Morte)

Poema Flor-Da-Vida (Ou Da Morte) Chagar-se com espinho dessa flor É morrer o canto É se bastar, por um instante, na própria vida É nessa, onde éreis vivo, ser morto Anderson Ribeiro

Soma

Soma É de alegria que vivo Meu instante se perpetua efêmero A felicidade é póstuma Anderson Ribeiro

Distopia

Distopia A gente vive numa mentira tão grande Que me aconselharam ser mais realista Quando busquei a verdade. Anderson Ribeiro

Caça Às Bruxas

Caça às Bruxas Não seja o alvo Não tenha motivo Mantenha-se a salvo Encare passivo Não saiba o contexto Não leia a respeito Defenda o pretexto Não seja suspeito Não poupe o tiro Proteja sua guarda Não dê um suspiro Se o medo se alarda Não tenha desejos Não ouça outro rito Não conte seus…

Dicotomia

Dicotomia E eu que não queria ser dono de nada Tenho que tomar conta de um mundo Adornos de minha poesia pragmática Esses castigos de matemática Redenção não é meu forte E hoje só sonho por esporte Assisto meu túmulo que jazz por mim What I can do for him? Aquele meu eu Este meu…

O Cara

O Cara No Face é gato Na vida é rato. Anderson Ribeiro

Enquanto

Enquanto A vida é um rabisco em que o que vale é o risco Nela há quem esteja junto e quem só ocupe espaço E entre os que gritam e os que não ouvem eu fico com o diálogo Para perguntas o remédio é se por no lugar Para afirmativas o que fecha a conta…

Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir

Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir Eu escrevo para os que morrem Aqueles que pulsam derradeiramente Aos que estancam o fluxo, é para eles minhas perambulices Aos que respiram, sou sussurros onomatopéicos fora de ordem Legado da intoxicação pela osmose contagiosa Eu escrevo para os que gritam a dor do som depois de ouvir…