Caso Clínico (?) Entrou em crise Completa crise Depois da guerra Tava gordo Queimaram-lhe os excedentes Além de outras maldades Coitado! Romperam-lhe o eixo Cortaram-lhe os pés Não sei: Entrou em crise Subiu bem alto e pulou Não morreu e entrou em crise Caso grave com o café Devia ver um psicólogo Anderson Ribeiro
Categoria: Poesia
Eu me mato um pouco ao usar o meu orgulho pra falar do seu
Eu me mato um pouco ao usar o meu orgulho pra falar do seu Eu me mato um pouco ao usar o meu orgulho pra falar do seu Eu me acabo! Anderson Ribeiro
Poema Flor-Da-Vida (Ou Da Morte)
Poema Flor-Da-Vida (Ou Da Morte) Chagar-se com espinho dessa flor É morrer o canto É se bastar, por um instante, na própria vida É nessa, onde éreis vivo, ser morto Anderson Ribeiro
Soma
Soma É de alegria que vivo Meu instante se perpetua efêmero A felicidade é póstuma Anderson Ribeiro
Das primaveras, dos verões, dos outonos, dos invernos, e dos dias em que a alegria me bastou
Das primaveras, dos verões, dos outonos, dos invernos, e dos dias em que a alegria me bastou Meu maior limite é o medo De quem é muito covarde para ser feliz Anderson Ribeiro
Distopia
Distopia A gente vive numa mentira tão grande Que me aconselharam ser mais realista Quando busquei a verdade. Anderson Ribeiro
Caça Às Bruxas
Caça às Bruxas Não seja o alvo Não tenha motivo Mantenha-se a salvo Encare passivo Não saiba o contexto Não leia a respeito Defenda o pretexto Não seja suspeito Não poupe o tiro Proteja sua guarda Não dê um suspiro Se o medo se alarda Não tenha desejos Não ouça outro rito Não conte seus…
O Cara
O Cara No Face é gato Na vida é rato. Anderson Ribeiro
Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir
Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir Eu escrevo para os que morrem Aqueles que pulsam derradeiramente Aos que estancam o fluxo, é para eles minhas perambulices Aos que respiram, sou sussurros onomatopéicos fora de ordem Legado da intoxicação pela osmose contagiosa Eu escrevo para os que gritam a dor do som depois de ouvir…