Poema Flor-Da-Vida (Ou Da Morte) Chagar-se com espinho dessa flor É morrer o canto É se bastar, por um instante, na própria vida É nessa, onde éreis vivo, ser morto Anderson Ribeiro
Categoria: Cultura
Soma
Soma É de alegria que vivo Meu instante se perpetua efêmero A felicidade é póstuma Anderson Ribeiro
Das primaveras, dos verões, dos outonos, dos invernos, e dos dias em que a alegria me bastou
Das primaveras, dos verões, dos outonos, dos invernos, e dos dias em que a alegria me bastou Meu maior limite é o medo De quem é muito covarde para ser feliz Anderson Ribeiro
Distopia
Distopia A gente vive numa mentira tão grande Que me aconselharam ser mais realista Quando busquei a verdade. Anderson Ribeiro
Caça Às Bruxas
Caça às Bruxas Não seja o alvo Não tenha motivo Mantenha-se a salvo Encare passivo Não saiba o contexto Não leia a respeito Defenda o pretexto Não seja suspeito Não poupe o tiro Proteja sua guarda Não dê um suspiro Se o medo se alarda Não tenha desejos Não ouça outro rito Não conte seus…
Dicotomia
Dicotomia E eu que não queria ser dono de nada Tenho que tomar conta de um mundo Adornos de minha poesia pragmática Esses castigos de matemática Redenção não é meu forte E hoje só sonho por esporte Assisto meu túmulo que jazz por mim What I can do for him? Aquele meu eu Este meu…
O Cara
O Cara No Face é gato Na vida é rato. Anderson Ribeiro
Dedeus No Controle
Dedeus No Controle Já era tarde quando os dois sujeitos entraram na casa com as duas violas não se sabe por onde. O velho morador os alertou sobre o horário dizendo que dali a pouco iria dormir. Os dois teimosos, insistentes, não obedeceram e entraram para a TV de onde continuavam a cantoria. O velho,…
Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir
Para Quem Ainda Vier A Me Ouvir Eu escrevo para os que morrem Aqueles que pulsam derradeiramente Aos que estancam o fluxo, é para eles minhas perambulices Aos que respiram, sou sussurros onomatopéicos fora de ordem Legado da intoxicação pela osmose contagiosa Eu escrevo para os que gritam a dor do som depois de ouvir…