Do Soldo, o Saldo

Do Soldo, o Saldo

Não se escrevem aforismos sem dor
E vem deles os sismos que me abalam
É que não me cabe a disciplina das máximas
Em mim elas desafinam e tombam
Porque toda regra tem sua excreção
Do prumo em torno do que vivo só compro o agora
O saldo é a barriga para os meninos barulharem pum
Há também um antes desfigurado e hostil
Que vem desde que a música parou de tocar
Urgia um soldo demasiado caro
E não me tocava a súplica necessária
Não por orgulho
Mas porque muda é a canção solitária
A ode à misantropia começa sem uma trilha sonora

Anderson Ribeiro

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