Quanto Vale?!

Quanto Vale?! A sociedade é o crivo do Homem Mas amar é uma loucura que o mundo aceita Andar sozinho atrai pedradas Porque amar é uma loucura que o mundo rejeita Sou muitos mas matilhas me matam Qual é o caminho de volta? Às vezes é morrer antes de viver Eu ainda não sei do…

Meu Recorte

Meu Recorte O avesso dos párias As mazelas contrárias As lições refratárias Ordinárias O tropeço prosaico O sossego voltaico A ribalta do laico Mosaico A celeuma tardia O afã que explodia O avesso do dia Misantropia O recado na testa O silêncio da festa O suor que protesta Aresta O labor do mais forte A…

Um Por Todos

Um por todos Antes eu era como eu sou hoje Só que como eu era antes E nessa vida de catavento O futuro é só um passado mais moderno Quando eu for livre Quero cruzar as linhas de Nazca num tapete voador Pra contar que a vida morre se não tiver uma trilha sonora Que…

Dúvida Que Dá Nos Nervos

Dúvida Que Dá Nos Nervos Sabedoria é preservar algumas dúvidas Aquelas que te fazem, nas horas desamanhecidas, Acertar na escolha entre o silêncio e o grito É honrar o mito da completude do ser E só ser Assim mesmo, ignorante Pois calar faz parte do estrondo Está lá Pode procurar no início e no fim…

Buracos de Minhoca

Buracos de Minhoca A gente espreme a vida um pouquinho e descobre caminhos Gente que tem um abraço nos olhos e uma chave nas mãos Gente que sabe que bondade seletiva é só interesse Gente que a voz nos previne de imbróglios A receita para se matar um poeta é temperada com concreto e pressa…

Variáveis

Variáveis Se você tem certeza Acho que a conversa não é comigo Anderson Ribeiro

Revoada

Revoada Trago um amor leve como o éter É que a felicidade é ter cabelos e sonhos que possam crescer juntos Eu vivo para os bons E a iniquidade dos anjos ficou pra trás Assim como as explicações Sou do mundo mas prefiro cavernas a comícios E planejo memórias em tubos de ensaio São planos…

Ébria Oração

Ébria Oração Todos a bordo Menos meu norte Transbordo ausências evitáveis Não pra mim Eu sou mutante sempre igual Inventor de paradigmas invisíveis De lucidez só tenho a barba Mas hoje mudei o desenho Ontem também É assim porque sou muitos Todos desconhecidos Nenhum me cabe Nada me liberta Só o canto Mas este não…

Limbo

Limbo Os fonemas matemáticos não mais funcionam As aliterações já não repetem sons Beringelas e beligerantes representam a síntese São minhas declarações de motivos Aquelas que cultivo em poemas disléxicos Dividendo e divisor de meus pecados O desejo e o reflexo de minhas ações O que completa também divide E todo começo começa um fim…

Bazófia

Bazófia A bazófia urgia ser ressudocada É que o intangível abrange as metáforas industriais A ordem é beber o leite da laranja Porque ao que se colhe Cabe modificar o comportamento pernóstico Ganhar a liberdade da eloquência Deve ferrar com a distopia improdutiva Bradar Torpezas e vilezas temidas Soma falar simplesmente a dinâmica do dia…