Quanto Vale?!

Quanto Vale?!

A sociedade é o crivo do Homem
Mas amar é uma loucura que o mundo aceita
Andar sozinho atrai pedradas
Porque amar é uma loucura que o mundo rejeita
Sou muitos mas matilhas me matam
Qual é o caminho de volta?
Às vezes é morrer antes de viver
Eu ainda não sei do que falar
Então não somo
Eu ainda não sei do que dizer
Nem como
Eu ainda não sei se sorrio ou mar
Nem fugir de quem me envergonha as vontades
Talvez com assobios cor de travessuras
Ou uma caixa de bombons cheia de sorrisos
Dinheiro não substitui vontade
Mas paga o vício em muletas
Quem nunca, Peter Pan?!
Pé na estrada e mente sã
Adélia me tocou de rezar um Pai Nosso
Não pela oração
Mas pelo que eu posso
Tenho forma de nuvem
E respeito seu crivo nos desenhos que surgem
Eu sou rock
Você é Super
Eu sou tela
Você fora de série
Eu sou noite
Você esporte
Eu sou tudo
Que não te importe
Minha fome de cumplicidade
Não se mata com migalhas
Felicidade pouca é pra saber que ela existe
Desejo não é sorte
De sua ilibada culpa
Eu teço meus poemas roucos
De minha limitada letra
Eu trago meus regalos poucos
De nossa entrevada prosa
Eu traço o caminho dos loucos
Encruzilhada
Ato contínuo
Luzes!
Je t’aime!
Ou algo que valha!

Anderson Ribeiro

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