Parem de acabar com o mundo!

Antigamente a natureza sóbria
Se virava e dava conta de uma geração
Mas a história da costela veio
E depois disso entrou na moda a tal revolução

Mexeram nas ideias quando tudo tava certo
E resolveram tentar melhorar
E o resultado a gente sabe um pedaço
Porque o resto ainda pode nos atrapalhar

E mata bicho pra comer
E tampa rio pra correr
Faz combustível pra chegar o progresso
Mas o gargalo dessa conta espanta
Porque o rumo disso tudo é acabar com o resto

Por isso parem de roubar
Parem de matar
Parem de acabar com o mundo
Fechem a torneira porque vai pro ralo
O que um dia você ainda pode precisar

A gente esquece do bom dia
Passa reto na alegria
Empina o queixo pra não dar um tostão
Mas o mal feito aparece pra frente
Manda a conta e cobra os juros dessa relação

Quem sabe sabe mas só olha de cima
Dá pitaco se excluindo de chegar mais perto
De quem se espreme e se estica na selva
Que antes era verde e agora só vejo concreto

Tem muita gente por aí
Que já sacou de se valer
Do que aproxima a gente do que é certo
E descobriu que não tem grana que pague
Um futuro de sorrisos totalmente abertos

Por isso parem de roubar
Parem de matar
Parem de acabar com o mundo
Fechem a torneira porque vai pro ralo
O que um dia você ainda pode precisar

Anderson Ribeiro

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