Fôlego

Das guerras que eu venci
Não tive paz
Das cinzas que eu surgi
Não olhei pra trás

Você sempre sabe o meu fraco
Você me tem em suas mãos
Você sabe sempre o que eu perco:
Fôlego
Me traga outra xícara de perdão

Mas o seu enfoque é bélico
Alguém que mata por prazer
Disse: muda seu ar tão cético
Dissimula seu querer

Sabe, você não me espanta
Você se acha mas não é
Você vive dos seus dilemas
Com panos quentes sobre sua fome de desafiar
A falta que você tem de si

A dose que mata se toma em goles
Mais fácil seria morrer pra nascer
A vida não é um recreio infinito
Perceba o sinal que te obriga a descer

A sede dos seus problemas
Está no nó que vive em seu pensamento
A sede que sente de sua alma
Reclama da ausência de um final feliz
Que nasce das cinzas de um herói caído

Anderson Ribeiro
02/06/2017

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