Entre Pteranodontes e Insetos

Entre Pteranodontes e Insetos

Quando chegar a minha vez eu serei vento
E vou dividir o infinito em pequenos eternos
Vou prestar contas de retalhos do passado
Vou protestar, à máxima anuência de meus calos, o direito de tê-los
Deles, o fiel da balança, é um beijo que dura um conto de fadas
A história do caminho iluminado que provoca fome
É que a receita do amor está nos bolinhos de chuva
Eu como
Como!
A forma do diálogo são paralelepípedos desiguais
A desconexão só através do luto dos olhares outros
O encaixe é o das línguas atrevidas
Da saliva honesta desburocratizada
A sentença não é mais de morte
A centelha arde, engravida
Se for brisa, paz-me
Se furação, luto
Não estou sozinho!

Anderson Ribeiro

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