Redoma

Vendo destroços de um homem morto
A venda e os olhos combinam o valor da cena
Encerro os lábios de um riso torto
As formas contínuas de quem tem talento para superar campos de força
Estendo a mão mas a proeza me foge
E só me ama quem tem a visão alem do alcance.
Encerro um poema que entabula um ciclo
Circulo palavras que me entregam a mim
Duvido das teorias que sentenciam pecados
E peco ao amontoar medos em vão
A busca é a do ritmo que seduz
Aquele o qual qualquer querer o quer
Quando todas as sentenças perderam o valor
Vamos dançar!
Subjetivo é o verbo em que as verdades convergem
O mais amplo dos poderes
O mais vertical dos sentires
Alienígenas nascidos aqui
Mutantes que nossa culpa forjou
Silêncios barulhando ideais
Rumo ao som que retumba
Gélidos vulcões prestes a desistir
O magma que acalma qualquer rebento
Sons que movimentam centenas de centelhas
Sufixos que sequelam seus pares
Retumbo vertigens de um homem corpo
Sou fotovoltaico!

Por Anderson Ribeiro
04/02/2015

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *