Conto

Conto … mas o final, não conto. Anderson Ribeiro

Poema Infinito

Poema Infinito Eis que me encontro labutando finitudes. Elas, que não acabam, acabam fecundando encontros (e seus desvios). Em torno das finitudes, adjacentes seus brotos, seus dejetos… É um caminho. Penso em olhos azuis, lembro de força, vejo doçura. São gritos, silêncios, filhos e filhos dos filhos e dos filhos. Natais, primaveras, canteiros e latas…

Ciclo

Ciclo Antes de minha morte eu vivi algumas vidas Antes do outono as tempestades passavam Quando eu era velho havia cores a criar E enquanto entardecia elas se ofereciam Antes da minha vida eu morri algumas vezes Porque antes das primaveras o sol se calava Enquanto eu desenhava a minha sombra ele brincava assim E…

Bêbado

Bêbado Sei que eu não sou um bom cantor… Mas quem pode com quem está feliz? Anderson Ribeiro

Theometria

Theometria Certa vez desenhei um triângulo com mil lados Depois de pronto o chamei quadrado redondo e Em cada lado escrevi uma história Depois de escritas as chamei de Cantos e Em cada canto folheei mil páginas Depois de lidas as chamei de asas e Em cada asa voei mil dias e Em cada dia…

Sarau

Sarau Se canta Ouvidos Se dança Tremidos Lê-se Se Dança Se canta Talentos Todos Trovadores Recitam Tão trilhadas trocas Cabem Versos Solfejos Jograis Mais amigos Antigos Menestreis Tens Cantigas Antigas Perdidas Reunidas Queridas Sofridas Anderson Ribeiro

Bravo!

Bravo! … e minha mãe me aconselhou: – Filho, seja mais manso! Anderson Ribeiro

Somadêro

Somadêro Não obstante a pouca ciência acadêmica que trazem consigo, há tipos que transferem aos de bom acabamento do coração alguns tantos e deliciosos momentos de lúdica sapiência. Das coisas simples que sabem, que vivem e que, sem maiores intenções, ensinam, sua experiência em colecionar e cuidar de seus calos é algo de maior valia….

Disciplina

Disciplina Hei de enlouquecer, sim. Espero! Mas, note: conscientemente! Porque, sê louco, sem saber, enlouqueceria! Anderson Ribeiro

Diapasão

Diapasão Era ela que de tão poros, pelejavam-lhe os sentires Eram eles que de tão puros, conspiravam-se felizes Eram atos que de tão santos, urgiam-se-lhes veleidades Eram ritmos que de tão altos, revogavam santidades Eram ébrios que de tão lúcidos, confessavam-se eloquentes Era doce que de tanta sede, bebiam-se dementes Eram braços que de tão…